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Saturday, October 5, 2013

Hannibal TV series

Que valor têm as aulas de profiling dadas por Will Graham na série Hannibal, se os casos que ele apresenta aos alunos são actuais, i.é, onde ainda não há certezas quanto a nada? São mero trabalho de adivinha. Como é que se avalia um aluno com base em casos pendentes, por resolver?


Thursday, October 3, 2013

Hannibal TV Show


Só agora comecei a ver Hannibal, A Série. O primeiro episódio é mais interessante pela forma como é filmado do que pelo procedimento criminal envolvido, que parece saído de um episódio da popular Mentes Criminosas, mas é claro que a série está mais preocupada com o relacionamento entre o Agente Will Graham e o psiquiatra canibal Hannibal Lecter. 

O que achei curioso foi terem ido buscar o Lawrence Fishburne à série CSI (Crime Scene Investigation), cujo primeiro líder foi Gil Grissom, interpretado por William Petersen, que primeiro interpretou Will Graham no cinema. 

William Petersen foi Will Graham em Manhunter (1986).
Edward Norton foi Will Graham em Red Dragon (2003). 
Hugh Dancy é Will Graham na série Hannibal (2013).

Hugh Dancy  é casado com Claire Danes. 

Estou curioso para ver o tratamento que Mads Mikkelsen, um actor fabuloso, dá a Hannibal Lecter. Uma coisa é certa, o dinamarquês não está a imitar o estilo tipicamente britânico de Anthony Hopkins. De notar, para quem não sabe, que Hopkins não foi o primeiro actor a interpretar Hannibal. Antes dele, já Brian Cox o tinha feito, quando o apelido de Hannibal era Lektor. 

Thursday, August 15, 2013

Humor: Anger Management 2x28

Nolan - I got robbed.
Patrick - Are you hurt?
Nolan - A little bit. They kept saying my stuff was crap...

Anger Management 2x28

Monday, June 24, 2013

Citações: Whitney 2x13

- Let's go on our honeymoon. Let's go some place fun, like Las Vegas.
- Las Vegas? Am I not spending your money fast enough in Chicago?


Friday, June 29, 2012

Alcatraz

Alcatraz segue o esquema de 4400. Em vez de ter sido encerrada em 1963, a Penitenciária teve um blackout: toda a gente que lá estava desapareceu de uma assentada e agora regressam às pinguinhas, um por episódio.

Pelo que se entende da informação veiculada a conta-gotas, quem regressa não se lembra do período de cinquenta anos que esteve fora. É conveniente que assim seja, porque evita explicações que não têm de ser pensadas e mantém o mistério. O problema é que as histórias episódicas não têm graça nem originalidade nenhuma.

Existe uma task force dentro do FBI para investigar estes regressos, mas que parece consistir unicamente num agente cinquentão e numa psicóloga indiana que é abatida ao segundo episódio. Entretanto, entram para a equipa uma detective da polícia e o indivíduo que ela escolhe para parceiro, um obeso vendedor de comics que escreveu um livro sobre Alcatraz. E com estes se avança.

A detective descobre que foi o seu avô quem matou o seu parceiro, pelo que o jovem avô é, então, um prisioneiro de Alcatraz. Há até um antigo guarda de Alcatraz que vem ao presente com a missão de apanhá-lo. Então, o que faz a detective? Em vez de investigar o capturar o avô, borrifa-se para o assunto e continua atrás dos outros regressados que se apanham em menos de um episódio. Faz sentido? Não, senhor.

Vou agora para o oitavo episódio e já pensei várias vezes em abandonar a série, pelo que compreendo que tenha sido cancelada. Enfim, como só tem treze episódios, vou ver que surpresas reservaram para o desfecho.

Quanto aos actores, Sarah Jones é bonita e fofinha, mas a gravidade é danada. Para ter aquele busto imponente, há muita carne solta na barriga e ancas. Sam Neil tenta manter a compostura, mas aquela mistura de bom e mau não funciona em pleno - ficamo-nos pela sua erecta frieza britânica, que nunca desilude completamente. Jorge Garcia, o Hurley de Lost, é que anda ali à nora, numa oferta de emprego por pena do criador das duas séries, J.J. Brams.


Sunday, May 6, 2012

Grimm




Cinco episódios foram o suficiente para querer desistir e oito os que realmente se quantificaram até à efectiva desistência. Grimm retira o seu título, obviamente, do nome de família dos autores das colectâneas de aterradores contos infantis a que nos habituámos desde sempre, e que muitos foram adaptados pela Disney. Cada episódio faz referência a um desses contos e daí segue para uma história policial apenas tangencial e remotamente associável ao conto clássico.

O herói é um pacato detective da polícia de Portland que descobre pertencer à família Grimm (ainda que o seu apelido seja Burkhardt), uma espécie de Buffy, só que não caçam apenas vampiros, mas todo e qualquer tipo de monstro, sendo que estes se escondem por trás de rostos humanos e só outro ser sobrenatural consegue reconhecê-los. 

A tia vem morrer nos seus braços e deixa-lhe esta herança: uma roulote cheia de armas arcaicas, poções mágicas e livros com anotações sobre as criaturas que ele os Grimm catalogaram desde tempos ancestrais. A partir daí, Burkhardt deixa de perseguir criminosos humanos, todos passam milagrosamente a ter o seu rosto desenhado no livro dos Grimm. 

Logo no primeiro episódio, Burkhardt recebe a assistência de um lobisomem abstinente, o qual vem a tornar-se o seu sidekick secreto. Também se percebe que o chefe da Polícia é uma espécie de xerife entre os monstros, mas está por determinar se é bom ou mau. Não há dúvida de que queria a tia Grimm morta, mas não toma nenhuma medida contra Burkhardt e até mata um ripper que vem buscá-lo. Talvez a série traga desenvolvimentos a este arco, mas por enquanto não o fez. 

As narrativas são curiosas, os efeitos especiais não desmerecem e o herói é simpático, ainda que pãozinho sem sal (fisicamente, recorda Brandon Routh, de Superman: O Regresso, 2005, sem a musculatura), mas falta-lhe algo: um herói mais determinado, capaz de enfrentar os monstros de frente. As criaturas reconhecem-no imediatamente e têm medo dele por ser um Grimm, mas ele não tem força especial nem técnicas de luta que o tornem uma ameaça. Recorre sempre à pistola de serviço e é atirado pelo ar por tudo o que é vilão. Nisso, Buffy e Blade, por exemplo, são muito mais entusiasmantes. 

Tuesday, May 1, 2012

Alphas




Acabei de ver a primeira temporada de Alphas, do canal norte-americano Scyfy, e foi uma agradável surpresa descobrir que a série teve luz verde para uma segunda (estreia em Julho). Sim, confesso, não foi pela temática intrinsecamente original que apreciei as aventuras deste grupo de super-heróis, mas pela forma como os criadores lhe deram vida. Alphas está para os X Men como Os Powell (No Ordinary Family) para o Quarteto Fantástico, mas é mais do que isso. É também uma mistura de Ficheiros Secretos e Heroes. Primeiro, tem uma equipa de cinco super-heróis sob a direcção de um mentor com um doutoramento em neurologia e psicologia (Olá, Professor Xavier). O Dr. Rosen chama o grupo de Alfas (Tropa Alpha?), porque cada um deles se destaca, devido a uma anomalia genética, por ter habilidades que os restantes seres humanos não dominam.



Ora bem, o Dr. Rosen formou o grupo de estudo, mas como a sua pesquisa é financiada pelo Governo, nada mais óbvio, para quem paga, do que abusar da equipa para fins concretos. É com contrariedade que o Dr. Rosen acede às exigências dos seus empregadores e eles aprendem a investigar e a caçar outros alfas que constituam um perigo para si próprios e para os demais.



É aqui que os encontramos, a investigarem casos de polícia que podem ter envolvimento de outros super-humanos. Mas, a série não é só essa mistura de CSI com Heroes. O maior ponto de interesse está reservado à parte dramática, à análise das diversas individualidades presentes. Cada um deles tem uma percepção diferente dos seus poderes e do que fazer com eles, mas especialmente porque se sentem desconfortáveis com a sua utilização, derivado de dissabores passados. Para além disso, não são assim tão poderosos como isso, precisam uns dos outros para completarem as missões com sucesso.



Quem são eles? O Dr. Rosen (David Strathairn) não é um alfa, apenas os ajuda a integrarem-se e a retirarem o melhor partido das suas capacidades. Os outros, ligeiramente especiais, são: o homem forte, mas que só fica forte durante alguns minutos, a mulher de voz persuasiva, mas cujas ordens só são obedecidas durante um breve trecho, o atirador com mira excepcional, mas que falha quando se desconcentra, o autista que interpreta ondas eletromagnéticas de equipamentos electrónicos (câmaras de segurança, televisão, telemóveis) e a sinesteta, cujos sentidos são muito apurados (ela é o laboratório forense ambulante).



Todos têm falhas que fazem deles especiais. Rachel (Azita Ghanizada), a sinesteta, é introvertida e não sabe impor-se, mas vai marcando o terreno de episódio para episódio; a actriz afegã dá encanto à timidez. Por outro lado, Nina (Laura Mennell), a persuasiva, tem o porte e a atitude de uma manequim, soando superficial e convencida, mas a sua rigidez é, afinal, apenas a forma de manter à margem a insegurança; vai ganhar terreno a Rachel ao longo da série. Os homens revelam menos os sentimentos, mas Bill (Malick Yoba), o forte, não está satisfeito com a sua posição, porque foi suspenso do FBI por ter agredido um colega (e sente que está a fazer babysitting a uma equipa inexperiente), Hicks (Warren Christie) teve problemas familiares e financeiros que o levaram ao alcoól e tem dificuldades em enquadrar-se na equipa (uma química com Nina vai aproximá-los) e Gary, o autista, não é um Rain Man, mas tem síndrome de Asperger, ou seja, fraca interacção social e em processar emoções, além de necessitar de rotinas para se sentir à-vontade. Isso também vai mudar.



A série podia perfeitamente ter sobrevivido neste registo, mas decidiu activar um arco sobre humanos contra alfas (mais uma pitada de X Men) e criou a Bandeira Vermelha (Red Flag), uma célula terrorista de alfas cujos planos são incertos, mas as atitudes envolvem homicídios e explosões. No final da temporada, fica a conhecer-se o seu líder, o Magneto da série.Estes não são os únicos personagens fixos. Há, primeiro, um odioso agente de ligação do FBI que é morto pelo terceiro episódio, substituído pela mais compreensiva e permanente agente Sullivan (Valerie Cruz) e também o chefe de segurança de uma instituição onde são confinados os alfas perigosos, o odioso Clay (Mahershala Ali).



 Espero que Alphas não caia como Ícaro. Pelo menos, vai ter uma merecida segunda temporada. Que a aproveite.




Wednesday, March 21, 2012

Wilfred

Sarah (Cindy Waddingham) vive com o seu cão Wilfred (Jason Gann), que implica com o novo namorado dela (Adam Zwar). Para nós e para o namorado, Wilfred é um homem adulto, dentro de um fato peludo com orelhas, em que só o rosto fica de fora. O pormenor da ponta do nariz estar pintada de preto ajuda ao figurino e a barba por fazer também., mas o que aqui interessa é o humor entre o mariquinhas do namorado e o abusado do cão.

A série é australiana e esteve no ar de 2007 a 2010 (parece muito, mas só tem um total de 16 episódios), transitando em 2011 para os EUA. Foi criada por Jason Gann e Adam Zwar, precisamente os actores que fazem de cão e namorado, mas apenas Gann seguiu para o outro lado do Atlântico, para continuar a ladrar. A série começou como uma curta metragem (2002). 

Curiosamente, a trama base altera-se para o mercado ultramarino: em vez de namorado de Sarah, o humano passa a ser o seu vizinho suicida e é a depressão que o faz ver Wilfred como humano e não como um cão, como toda a gente. O resto mantém-se: Wilbur é grosseiro e abusado e troça constantemente do pobre vizinho, interpretado por Elijah Wood. Portanto, temos um cão e um hobbit.

Confesso que só vi o primeiro episódio da série britânica e, tirando a presença magrinha de Cindy Waddingham, não deixou vontade de ver mais. Talvez, quem sabe, um episódio da temporada americana, só para comparar. Um dia. 

 

Tuesday, March 6, 2012

Terra Nova Cancelada pela Fox



Porque é que a nova série de Steven Spielberg não me convenceu? Let me count the ways

Terra Nova é uma mistura de Avatar, Parque Jurássico e Lost. De Avatar, tem o facto de viverem todos na selva e haver criaturas incomuns em redor. De Parque Jurássico tem os dinossauros, mas ao contrário: os humanos é que estão no Parque e os Dinossauros no resto do espaço. De Lost tem o facto de viverem todos na selva (aqui não é uma ilha, por isso falta-lhe a praia) e de haver um grupo externo tão misterioso como os Outros.

Logo no episódio-piloto, são tantos os sapos que se torna indigesto. E isso incomoda. Primeiro, o herói é um foragido da prisão. Ia lá estar durante seis anos, mas a mulher ajudou-o a evadir-se ao terceiro. Como é que o ajudou? Fez-lhe uma visita conjugal na penitenciária e passou-lhe um laser tão minúsculo como um batom. Na cena seguinte em que vemos o personagem, já saiu da prisão e avança para o ponto de encontro. O mais provável é ter desenhado uma porta na parede da penitenciária e saído a assobiar. Na verdade, a história passa-se em 2149 e o ar está irrespirável, por isso talvez não tenha assobiado.

Como o ar está irrespirável, há uns quantos eleitos que estão a ser recambiados para 85 milhões no passado, através de um portal no tempo. Porquê 85 milhões de anos? Porque Spielberg continua a achar que os dinossauros são cool.

Um passo atrás. Porque é que o herói está preso? Porque, em 2149, as famílias não podem ter mais do que dois filhos (sim, China) e ele teve mais uma filha, que mantém escondida no apartamento. Filha essa que, portanto, nunca saiu de casa, durante cinco anos, nem foi à escola. Provavelmente, no futuro, já se nasce ensinado. A miúda é localizada pela polícia especializada em localizar crianças clandestinas e o herói decide bater-lhes. Acaba por ser ele a levar, e não só com bastões, mas com os tais seis anos de cadeia. Diz o filho, mais tarde, que ele teria sido apenas multado, se não tivesse oferecido resistência. Por outras palavras, o herói (que, já agora, era polícia) não obedeceu à lei do preservativo e ainda transformou uma multa numa pena de prisão. Afinal, qual era a consequência, para além da dita multa, de ter uma filha a mais? Aparentemente, nenhuma, porque a família, três anos depois (para onde a história vai em fastforward), está completa, isto é, a filha clandestina está com a mãe e os irmãos, em vez de, quiçá, num orfanato.

Não se vê como é que o herói se evade da penitenciária, pelo que se imagina que tenha sido fácil, vai buscar uma mochila com dinheiro onde a mulher a deixou (ainda bem que ninguém deu pela mochila antes, ali pousada no meio do lixo) e paga a uns indivíduos para lhe darem um passaporte e o fazerem entrar na arena onde literalmente centenas de pessoas estão a ser encaminhadas para um portal plagiado Stargate.

Quanto a esse portal, como é que se pode ter a certeza de que a viagem será bem sucedida? Estranhamente, não se vai parar à Terra de que descendemos, mas a uma realidade paralela, porque a primeira coisa que se atirou pelo portal foi uma sonda e esta nunca foi recuperada, nem milhões de anos mais tarde. Por outras palavras, as pessoas podiam estar a ser atiradas para um buraco negro. A viagem é só de ida, ninguém pode regressar. Mas consegue-se enviar informação para o futuro, aparentemente só carne e osso é que não. Pelo menos, a viagem é mais cómoda do que no Terminator (1984), porque senão chegavam todos nus e sem armas.

A colónia de pioneiros, chamada Terra Nova, existe há sete anos e conta com dez peregrinações (viagens no tempo). Apesar de assistirmos à 10ª peregrinação e esta parecer ser uma metrópole inteira de gente, Terra Nova tem meia dúzia de metros quadrados, é guardada por meia dúzia de militares e é liderada por um único homem, que decide os destinos de todos os habitantes e, ainda para mais, é o comandante das tropas. O recomeçar da vida na Terra é através de uma ditadura militar, E nem uma palavra sobre democracia.

Vá lá, é um ditador bonzinho, que tem ar de duro mas tenta ser justo. Não se percebe é como é que este líder é o primeiro a enfrentar todos os perigos, sejam humanos ou pré-históricos, lançando-se de cabeça contra todos os perigos - e nem sequer usa armadura, como os soldados. é um milagre que esteja vivo. Sucessor? nunca veio à baila.

Ao fim de sete anos, Terra Nova continua a parecer uma aldeia, sem grande logística, estrutura de defesa  definida ou independência para além de alguns campos de cultivo e uma vedação feita em madeira. Se a Terra do futuro está condenada, não deveria o passado estar cheio de milionários, a comprarem a passagem a peso de ouro e a manterem os privilégios de outrora?

A mulher do herói vem integrar a míngua equipa médica e até faz autópsias. Mas, afinal, quem é que têm mandado para o passado, se nem de cientistas e médicos estão bem fornecidos? Claro que voltamos à questão de fazerem passar milhares de pessoas pelo portal e contratarem apenas meia dúzia de figurantes para habitarem a colónia.

A sexta peregrinação chegou ao passado com outros planos e vive fora da fortificação, fazendo capturas

No episódio 5, é mencionada a existência de advogados. E lei, há?

Sunday, February 12, 2012

Dexter 6

A sexta temporada do Dexter é mesmo fraca. É um chove que não molha o tempo todo, num desatino de pára e arranca, não se concentrando num único caso e dispersando-se por todo o lado. Nem o cliffhanger do último episódio se aguenta. Aposto que a Debra vai desmaiar e convencer-se de que sonhou tudo.

Depois de uma quinta temporada de valor reforçado, esta é quase tão má quanto a terceira. Edward James Olmos não chega a aquecer e Colin Hanks nunca vai sair da cepa torta, seja como coninhas na série Roswell ou predador sexual no filme Alone With Her (http://axasteoque.blogspot.com/2008/06/alone-with-her-de-eric-nicholas.html). Ronny Cox tem um papel minúsculo como serial killer na terceira idade.

A sétima temporada começa em Setembro.

Thursday, February 2, 2012

Homeland - Segurança Nacional

Há muito que uma série não me deixava tão colado ao pequeno ecrã. Homeland é um directo substituto de 24. A acção não decorre em tempo real, mas é de cortar a respiração. Em vez de Jack Bauer, temos Carrie Mathison, uma agente do FBI com uma inteligência do calibre de Lisbeth Salander, mas uma instabilidade psicossomática que só arrefece à custa de medicação pesada. O seu chefe é o compreensivo mas astuto Saul Berenson. 
Juntos, têm pela frente Nick Brody, um marine descoberto pelas forças militares no Iraque ao fim de oito anos como prisioneiro de guerra. Será ele um herói um um traidor? Não se saberá antes do tempo, mas é tempo bem empregue. Com Damien Lewis, Mandy Patinkin e as maravilhosas Claire Danes e Morena Baccarin.

Thursday, December 15, 2011

No Heroics 2008


Série britânica da autoria de Drew Pearce, conta apenas com 6 episódios e uma só temporada. Exibida no Outono de 2008, teve no ano seguinte direito a um desenvolvimento em telefilme, mas com personagens e actores completamente diferentes. Com 20 minutos por episódio, a temática era a de super-heróis com poderes muito fracos, que confraternizavam num bar onde estavam proibidos de usá-los. As graçolas resumiam-se à mútua humilhação, versando sobre desaires no combate ao crime, nas limitações dos seus poderes, na forma como lidavam com a fama e, mais do que qualquer outra, na insinuação sobre sexual reprimida.
Uma gargalhada ou outra, mas abundavam os sorrisos amarelos. Joe Cornish, realizador de Attack The Block (2011), era um dos argumentistas e a razão por ter espreitado a série. Não convenceu.

The Playboy Club 2011

Série retirada do ar ao final do terceiro episódio, tem um total de sete com saída em DVD ainda incerta. As audiências miseráveis mataram algumas séries esta temporada, com Free Agents a seguirem-lhe o fado. Algumas mulheres bonitas, Eddie Sibian e um Hugh Hefner que não se vê, a série tentava atacar pelo glamour mas tinha pouco a correr a seu favor. Criada por Chad Hodge, cuja outra série que criou em 2006 também foi pelo cano, tendo sido filmados 10 episódios e só 8 sido exibidos. Karma?
Amber Heard é o nome mais sonante do elenco, mas o primeiro nos créditos é o de Laura Benanti, que faz de Mother Bunny muito bem. Mas o mal é mesmo a história: o candidato a Procurador-geral e uma Coelhinha acabada de chegar matam em legítima defesa um cliente do clube, no meio de uma tentativa de violação. Em dois tempos, desfazem-se do corpo e ainda vão mudar de roupa a casa dele. Isto cria atrito com a namorada dele, que é patroa dela. Em três episódios, não se percebe se o filho do cliente morto, chefe da Máfia local, quer realmente descobrir o que aconteceu ao pai, já que faz mais esforço na casa de banho do que na busca. Também como coelhinha, Jenna Dewan-Tatum, semi-famosa por ter estrelado o musical Step Up (2006) e casado com o co-protagonista desse filme, Channing Tatum.
Não parece que fosse melhorar, se tivesse continuado.

Saturday, October 15, 2011

Bored To Death 3 Season


O título diz tudo. Terrivelmente aborrecido, especialmente para quem chegou de pára-quedas à série no primeiro episódio da 3ª temporada. E está tudo dito.

Wednesday, October 12, 2011

Dois Homens e Meio 9ª Season

A produção fartou-se das festanças de droga e prostitutas de Charlie Sheen e despediu-o, mas as audiências da série Dois Homens e Meio levaram-na a apostar na sua manutenção, apenas substituindo o protagonista. Entra Ashton Kutcher, que tem feito cinema na última década mas continua a ser recordado estritamente pela sitcom That 70’s Show e pela apresentação do programa Punk’d da MTV. Charlie morreu, o irmão e o filho foram despejados, mas eis senão quando, chega um Kutcher encharcado, que queria suicidar-se, mas não contou com a temperatura fria da água. É a sua primeira graçola para a série, e talvez a única.
Dois Homens e Meio manteve o cenário e o resto do elenco. Introduziu Kutcher e a sua ex-mulher, interpretada por Judy Greer, e é aqui que se carrega a primeira sobrancelha. Apesar da diferença de idades ser apenas de 3 anos, tendo ele 33 e ela 36, a actriz está tão mal conservada que podia perfeitamente fazer de mãe dele. O pior é que a série os apresenta como tendo sido high school sweethearts, ou seja, namorados no liceu, portanto, da mesma idade. Não sei se será uma piscadela de olho ao facto de Kutcher ser casado com Demi Moore, o que poderá deixar de ter graça muito em breve, se o casal se separar, como tem sido noticiado, por causa das facadinhas dele.
Ao cabo de três episódios é possível concluir que a série está oficialmente estagnada e passar para outra. Não há imaginação, humor ou curiosidade que lhe valha. RIP.
Última nota: no primeiro episódio da 9ª temporada, a casa de Charlie está para venda e um casal vem vê-la: nada mais nada menos do que Dharma & Greg, série que durou de 1997 a 2002. é preciso ter boa memória para se lembrar deles, já que a série terminou um ano antes de Dois Homens e Meio começar.

House MD 8ª Season já começou e não promete

House renewed for Season 8

O que é mais claro em House é que Hugh Laurie está a perder cabelo e os argumentistas imaginação. Desde a terceira temporada que a série anda a marinar entre o mediano e o medíocre e esta oitava não parece estar melhor.
Depois de ter deitado a parede da casa de Cuddy abaixo, no último episódio da sétima temporada e ter fugido para uma praia, supostamente fora dos EUA, o médico mais cínico da TV foi preso e passou o primeiro episódio à espera da libertação, que foi frustrada pela sua insistência em salvar a via de outro prisioneiro.
No segundo episódio, volta ao hospital do costume, pela mão de Foreman, agora administrador (só nesta série é que a incompetência é paga com promoções), e reencontra Wilson. O resto da equipa está AWOL, mas os contratos já foram assinados, por isso já se sabe que só Lisa Edelstein não regressa.
Olivia Wilde, que na sétima temporada teve, pela primeira vez, o nome no genérico, só apareceu no primeiro episódio e a partir do 18º, porque agora é uma grande estrela de cinema, e não se sabe quanto dela irá aparecer nesta 8ª e possivelmente última temporada.

Tuesday, September 27, 2011

Lights Out

Rocky para o século XIX. Punhos de aço, vontade de ferro e a conta bancária vazia. Assim é Lights Leary, pugilista que não vê o ringue há cinco anos, ocasião em que perdeu o título num combate que continua a suscitar dúvidas por parte dos comentadores e público. Agora, à beira da falência, contempla a possibilidade de regressar. Não é o único que espera ganhar dinheiro com isso.
Série do canal norte-americano FX, de 2011. Um drama ambicioso e de forte realismo, que transcende os clichés do género, suportado por uma complexa relação familiar, pequenas passagens pelo submundo das influências e pelas muitas dificuldades que, a nível físico e psicológico, o protagonista tem de defrontar. A pior das quais será acelerar a doença de Alzheimer, na vertente pugilist dementia, provocada por um número excessivo de socos na cabeça.
Criada por Justin Zackham, a série conta com um fantástico Holt McCallany no papel principal, Catherine McCormick como a esposa, Stacy Keach como pai e treinador e Pablo Schreiber, irmão e empresário.
As más audiências obrigaram ao cancelamento da série, deixando diversos subenredos por desenvolver, mas Warren Leight e a sua equipa de argumentistas nunca desiludem. O final do 13º e último episódio é fulminante.

Franklin & Bash

Série de advogados norte-americana do canal TNT, Franklin & Bash resulta, de imediato, pela química entre os dois protagonistas e pela leveza e boa disposição dos casos levados a tribunal. Breckin Meyer e Mark-Paul Gosselaar.
Criada por Kevin Falls e Bill Chais, a série segue o quotidiano profissional de uma dupla de advogados desleixados que aceita trabalhar numa firma de advogados de alto gabarito, desde que possam continuar a utilizar as mesmas tácticas subversivas de escritório independente. São atrevidos, bem humorados e a sua casa é uma festa constante, mas quando têm de combater por um cliente, são os primeiros a saltar para as trincheiras.
Têm dois assistentes, um advogado indiano que é agorafóbico e uma bela ex-condenada, e um patrão que lhes dá trela, mas sabe quando puxá-la, interpretado por Malcom McDowell, que é ao mesmo tempo bom e mau desde que mordeu uma laranja mecânica.
No décimo episódio, que fechou a primeira temporada, dois convidados de peso: a fabulosa Tricia Helfer (que também abrilhantou um episódio da terceira temporada de Lie To Me), com uma cena em lingerie, e Danny Trejo, que se reconhece logo pela voz, mas só mostra o rosto na última cena (entretanto, usa uma máscara de wrestler sul-americano). No primeiro episódio, dois dos actores fixos da nova série Teen Wolf (a mãe do Scott e o xerife), da MTV, como arguida e testemunha: ela é uma dominatrix e ele um masoquista.

Saturday, September 10, 2011

This is not My Life


Série neozelandesa de 2010, cujo título diz tudo. Só com uma temporada, o que também diz muito. Dos criadores de Go Girls e Outrageous Fortune, com Charles Mesure (que rumou aos EUA para participar na versão de V de 2010), Thandi Wright e Miriama McDowell. Alec Ross acorda um dia sem memória e descobre que a realidade que querem impor-lhe é uma farsa. A partir daí, decide investigar os segredos destinos de Waimoana, a localidade à superfície idílica onde habita, uma espécie de Wisteria Lane menos centrada nas suas donas de casa, ainda que tenha duas mais ou menos desesperadas.
A história começa enigmática e interessante q.b., mas avança a passo de caracol e efectua muitos círculos para não se adiantar. O desgaste é rápido e acentuado, com as revelações a serem cada vez mais insatisfatórias até um final que não esclarece todos os pontos e termina em suspenso.
Nem toda a gente foi feita para o ideal suburbano e Alec Ross é um caso flagrante. Após acordar amnésico, recusa-se a acreditar ser quem quem lhe dizem que é. Nada parece fazer sentido e o facto de ser virtualmente impossível deixar a cidade ainda o deixa mais determinado. Infelizmente, os criadores da série (Rachel Lang e Gavin Strawhan) foram escrevendo enquanto filmam e há elementos que são abordados e abandonados, provavelmente até esquecidos. Alec Ross é facilmente individualizado como uma personalidade perturbada e capaz de provocar ondas. Contudo, é-lhe dada uma rédea excepcionalmente longa, sem a menor justificação, já que todos os outros personagens que se revelam erráticos são imediatamente corrigidos ou substituídos. A história passa-se em 2020, portanto a electrónica é mais bonita, capaz e evoluída, com o controlo mental por ondas sónicas a ser indicado para manter a ordem social. Todos os veículos são iguais e conduzidos por computador (são Smart, da alemã Daimler), os monitores dos computadores são translúcidos quando desligados e os telemóveis são finos com cartões de crédito.
Há segredos, intrigas e conspirações para manter o público distraído, mas nada de muito interessante se vai desenvolvendo. Ficam algumas curiosidades, como Alec ter sexo com a mulher que se diz sua esposa e com outra que se torna sua parceira no crime, sem que sinta que há realmente conflito ou ilegitimidade nisso, já que a primeira não é verdadeiramente sua esposa. Nem toda a gente concordará com esta visão desculpabilizante. This Is Not My Life não só é pouco original, como parece um decalque de O Prisioneiro (série de 1967 refeita em 2009 com Jim Caviezel no papel de Número 6).
A série teve uma única temporada de 13 episódios (2010), mas foi comprada pela americana ABC, para remake com sotaque mais ocidental. Ainda por concretizar.

Tuesday, September 6, 2011

Femme Fatales Para Esquecer

Em 1992, duas revistas de cinema foram lançadas por Frederick S. Clarke, Cinefantastique dedicada à ficção científica e ao terror e Femme Fatales dedicada a actrizes, desde scream queens da velha guarda a vencedoras de Óscares, com extensas entrevistas e reportagens de carreira. As duas publicações passaram para as mãos da viúva de Clarke em 2000 e em 2002 esta pediu ajuda ao director da Mediafire Entertainment, Mark A. Altman, que pôs David E. Williams a dirigi-la como uma espécie de Maxim para actrizes de ficção científica e terror. Em 2008, Cinefantastique foi vendida e Femmes Fatales descontinuada. O título foi comprado em 2010 por Williams que, a par da intenção de relançá-lo nas bancas, decidiu usá-lo para uma série televisiva a produzir pela Cinemax, que pertence à HBO, que pertence à Time Warner.
A série foi criada por Mark A. Altman e Steven Kriozere, com David E. Williams como produtor executivo e é um cruzamento entre o film noir e o feather porn. Esta antologia conta com 13 episódios e promete uma segunda temporada, mas é de interrogar qual o público que é capaz de engolir a primeira, quanto mais uma segunda.
Tudo é pindérico em Femme Fatales, a começar pelas histórias, que chafurdam nos clichés e ainda são capazes de fazer pior, às representações de actrizes que nem sequer merecem ser figurantes, bem proporcionadas em corpo e burrice. Há nudez para todos os gostos, mas não há erotismo, é puro exploitation bacoco, vazio, reles. Episódios antológicos de meia-hora, narrados por Tanit Phoenix, que faz as vezes de anfitriã, uma espécie de Alfred Hitchcock com mais sex appeal, mas cujas roupagens de femme fatale de serviço lhe fazem mais desprimor do que favor. Modelo sul africana, Phoenix quase foi a nova Wonder Woman (na série frustrada de 2011), já foi capa de diversas Cosmopolitan, Maxim, FHM, aparecendo no interior da Sports Ilustrated, Marie Claire, GQ e Shape, e anúncios televisivos da Nívea, Veet e outros.
Femme Fatales é Zalman King de baixo nível, sem um único ponto a seu favor. Uma imbecilidade de ponta a ponta, onde a sensualidade dos corpos esbarra na maçudez dos textos e no embaraço e incompetência dos realizadores. No primeiro episódio passa-se numa prisão de mulheres onde a suposta femme fatale consegue tudo o que quer durante 25 minutos e depois dá um tiro no pé tão óbvio quanto ilógico, com um daqueles twists que tem de martelar-se muito para que a peça do puzzle encaixe. O segundo é sobre uma enfermeira que não sabe impor-se mas no final se transforma em anjo da morte e o terceiro sobre duas amantes que planeiam a morte do marido de uma delas. Quem quiser arriscar nos outros tem mais tempo para desperdiçar do que eu.